Feira Preta fortalece o afroempreendedorismo no Piauí

Evento promovido pelo Instituto Ayabás reúne empreendedoras, artistas e consumidores em um espaço de fortalecimento da economia negra, valorização da ancestralidade e promoção da igualdade racial.

A última edição da Feira Preta, realizada em 31 de julho, reuniu mulheres negras empreendedoras, artistas, artesãs, cozinheiras, produtoras culturais e a comunidade em um ambiente que incentiva a geração de renda, a autonomia econômica e o reconhecimento da identidade afro-brasileira.

Ao longo de suas edições, o evento tem se tornado um ponto de encontro para consumidores que buscam incentivar a economia local e conhecer produtos desenvolvidos por empreendedoras negras, além de acompanhar apresentações culturais, rodas de conversa e atividades voltadas ao fortalecimento da identidade negra.

Economia que transforma territórios

As políticas publicas de fomento à cultura tem papel importante para a realização de projetos como a Feira Preta, que nesse ano foi uma das contempladas pela Política Nacional Aldir Blanc – PNAB.

A proposta conjunta da Feira Preta e das políticas publicas de fomento à cultura também significa promover justiça social e ampliar oportunidades para mulheres que historicamente enfrentam barreiras de acesso ao mercado.

Iniciativas como essa, na capital Teresina, estimulam a autonomia financeira, fortalecem vínculos comunitários e contribuem para a promoção da justiça social. A trancista Chiquinha Aguiar afirma:

“Falar da Feira é falar de autoestima. A Feira começou com poucas mulheres, hoje ela já ganhou uma proporção muito grande. Como trancista, estar fazendo parte da Feira é muito significativo, pois ela coloca não só o meu serviço, mas também o de outras mulheres negras, ao alcance de diversos consumidores.”

A programação também costuma reunir manifestações artísticas e culturais que reforçam a importância da ancestralidade, da memória e do protagonismo das mulheres negras na construção da sociedade brasileira. Para muitos participantes, o evento representa um espaço de pertencimento, onde identidade, cultura e empreendedorismo caminham juntos.

Sobre isso, a professora e artista Valdenia Carvalho acrescenta:

“A edição de julho foi bem especial. As pessoas que participaram entenderam o real objetivo da Feira e foram para comprar, se divertir e fortalecer o nosso trabalho. Percebi que todas as empreendedoras conseguiram realizar boas vendas. Eu, particularmente, vendi bastante. Muito feliz com a Feira Preta.”

A Feira Preta aconteceu em meio a agenda nacional do Julho das Pretas, reafirmando a importância de criar espaços onde mulheres negras possam ocupar o centro das narrativas, compartilhar conhecimentos e ampliar oportunidades de geração de renda.

As próximas edições da Feira estão previstas para o dia 20 de setembro no município de José de Freitas, e, no dia 19 de novembro em Teresina ainda em 2026, com mais uma programação que mobilizará empreendedoras, artistas e visitantes de diferentes regiões do estado.

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