Exposição “Formas de Resistir” celebra a arte, a memória e a representatividade negra em Oeiras

A cidade de Oeiras, no Piauí, recebeu, em setembro de 2026, a exposição “Formas de Resistir: arte, memória e personalidades negras”, idealizada pela artista visual Valdenia Carvalho, em parceria com o artista Diego Neves. A mostra, realizada no Museu Histórico de Oeiras, propõe uma reflexão sobre identidade, resistência e valorização das trajetórias negras por meio das artes visuais.

A exposição reúne pinturas de personalidades negras produzidas por Valdenia Carvalho e bonecas confeccionadas por Diego Neves, estabelecendo um diálogo entre diferentes linguagens artísticas. As obras destacam personalidades históricas e contemporâneas e reafirmam a arte como ferramenta de preservação da memória, reconhecimento e valorização da população negra.

Além da apresentação artística, a programação promoveu espaços de diálogo e reflexão com estudantes, professores, pesquisadores e representantes da comunidade. A abertura contou com uma mesa-redonda sobre museus, inclusão, território, museologia e as relações entre memória e patrimônio.

A iniciativa também aproximou o público de referências importantes da história negra de Oeiras, incluindo o bairro Rosário, reconhecido na narrativa da exposição como quilombo urbano. Essa conexão entre arte, território e memória comunitária contribui para ampliar o reconhecimento das histórias e experiências da população negra na construção da identidade local.

A participação de instituições e profissionais das áreas da educação, cultura e museologia favoreceu o intercâmbio de experiências e a construção de possibilidades de parceria e circulação das obras.

Para Valdenia Carvalho, a experiência reafirma o potencial da arte como espaço de resistência, criação de memória e construção de novos caminhos.

A exposição permanece em cartaz até 21 de outubro de 2026, reforçando a importância de iniciativas que ampliam a presença da produção artística negra nos espaços culturais, nas instituições de ensino e na comunidade.

Valorizar a arte negra é também reconhecer histórias, preservar memórias e fortalecer referências que contribuem para uma sociedade mais justa e representativa.

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